Quais os próximos passos (e dilemas) da resistência bolivariana? Caracas ficará sozinha frente ao acosso dos EUA? Como enfrentar o projeto trumpista de recolonização da região? Seria possível construir uma cooperação entre países latino-americanos que garanta paz e soberania?
Por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Na coletiva em Mar-a-Lago, na Flórida, Donald Trump colheu os louros do ataque do Exército “mais forte e feroz do planeta” à Venezuela — ataque que incluiu o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, tratado por ele como sinônimo da derrubada do governo bolivariano. Sem qualquer constrangimento, desmontou a própria narrativa que ajudara a construir para justificar o crime internacional: o suposto “combate ao narcoterrorismo”, expediente que lhe permitiu agredir arbitrariamente outro país sem aval do Congresso. O objetivo real, deixou claro, é a pilhagem do petróleo venezuelano — tanto que ações da ExxonMobil e da Chevron dispararam! Continue lendo “A América Latina vê a Venezuela no espelho”