Alerta para uma manobra. Mesmo após fim de patente, empresa estrangeira tenta estender até 2041 sua exclusividade na produção do medicamento mais usado no Brasil para tratar o HIV. Enfrentá-la pode garantir produção local do fármaco e baixar preços para o SUS
Por Susana van der Ploeg e Carolinne Scopel, para a coluna Saúde não é mercadoria, em Outra Saúde
A expiração da patente principal do dolutegravir em abril de 2026 deveria representar um marco para o acesso ao medicamento no Brasil. Depois de duas décadas de monopólio, o país finalmente poderia ampliar a concorrência, reduzir preços e fortalecer a produção nacional de um dos medicamentos mais importantes para o tratamento do HIV, hoje utilizado por quase 800 mil pessoas. Agora, com uma tentativa de extensão dos direitos de propriedade intelectual de uma grande empresa sobre o fármaco, se reabre uma disputa importante sobre como se dará seu fornecimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
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