A seis semanas do páreo, a campanha do presidente está morna. Faltam propostas arrojadas para enfrentar a precarização, o endividamento e as bets. E um pacto com a população: não alterar os pisos da Saúde e Educação nem desvincular a previdência do salário-mínimo
Faltam apenas seis semanas para o primeiro turno das eleições. A polarização entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro permanece em alta, atuando como fator bastante inquietante para as forças políticas efetivamente preocupadas com o futuro da democracia no Brasil. Um dos aspectos que mais chamam a atenção é a dificuldade enfrentada pelo presidente da República em conseguir superar as barreiras para elevar os índices de aprovação de seu governo. Passados quase quatro anos do início de seu terceiro mandato, a incerteza a respeito dos resultados do pleito se mantém e a possibilidade de retorno da extrema direita ao Palácio do Planalto não pode mais ser descartada a priori.
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