Lula vencerá com as armas do passado? Por Antonio Martins

Em meio a novos ataques de Trump ao Brasil, presidente lança campanha com honra à história das lutas dos trabalhadores. Mas cala sobre batalhas atuais e busca acordos à sua direita. Uma postura moderada o ajudará, em ambiente de confronto?

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

No início de julho, quando a coordenação da campanha de Lula começou a construir ato de lançamento de sua corrida à reeleição, as pesquisas de opinião colocavam-no seis pontos à frente de Flávio Bolsonaro, num eventual segundo turno. A distância parecia crescer. Talvez por isso, o cenário grandioso e o script do comício, realizado ontem em São Bernardo, tenham sido desenhados com olhos voltados para o bravo histórico do candidato.

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Comunidades e movimentos parceiros participam de encontro de escuta com a CPT Regional Amazonas

Por Manuel do Carmo da Silva Campos – Departamento de Comunicação da CPT Regional Amazonas e Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus, integrante do CDDHPA e assistente do MTCPA

Em um momento de acompanhamento aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, ribeirinhos e povos da Amazônia, a CPT Amazonas promoveu, no último dia 29 de julho em sua sede regional, um momento de encontro e escuta, reunindo de forma presencial e online, militantes, integrantes, contatos e agentes de movimentos sociais, religiosos e pastorais de todo o estado.

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Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra: “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota.”

Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

por Daniel Verdú, em El País

Boris Cyrulnik (Bordeaux, 1937) aparece na porta de um dos escritórios da editora francesa que publica seus livros. Ele tem uma expressão estranha, a cabeça baixa. Não é um estado mental, esclarece; ele tem uma rigidez no pescoço que mal lhe permite levantar o queixo do peito. Mas quando o faz, sorri, brinca, e sua ironia permanece intacta.

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CPT Pará e rede socioassistencial de Redenção discutem construção de fluxo municipal de atendimento a vítimas de trabalho escravo

Por CPT Pará

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara e a rede socioassistencial de Redenção, no sul do Pará, discutiram a construção de um fluxo municipal para o atendimento às vítimas de trabalho escravo a partir das diretrizes nacionais. A reunião ocorreu no dia 7 de agosto, na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), e reuniu profissionais do CREAS, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e da Vigilância Socioassistencial. 

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Mineração em terras indígenas: quando a proteção constitucional é transformada em promessa de exploração

O STF deu ao Congresso 24 meses para regulamentar a mineração em terras indígenas, referendando Flávio Dino no caso dos Cinta Larga (RO). A decisão não libera exploração irrestrita, mas abre disputa sobre transformar uma exceção constitucional em regra, avaliam Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima

Por Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira, 13 de agosto, que o Congresso Nacional terá 24 meses para regulamentar a exploração de recursos minerais em terras indígenas. Por ampla maioria, o Plenário referendou a medida cautelar do ministro Flávio Dino no Mandado de Injunção (MI) 7.516, reconhecendo a existência de omissão legislativa na regulamentação do artigo 231, § 3º, da Constituição Federal.

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O STF, a partir do voto divergente do Zanin na ADC 87, está entre o Direito Civil e a Constituição de 1988 para a resolução da matéria indígena

A resposta para o conflito está na própria Constituição. E o papel do STF, é de zelar pelo Texto de 88, pelo bem público e pelas culturas indígenas que tornam nossa sociedade diversa, plural e culturalmente abundante e rica

Por Luis Ventura Fernández e Rafael Modesto*, no Cimi

A Suprema Corte vem sendo provocada nos últimos anos a se manifestar sobre os direitos originários dos povos indígenas. Julgou a Pet. 3388/RR e a ACO 312/BA, no final da década de 2000 e apresentou, para ambos os casos, saídas constitucionais com argumentos diferentes. Na ACO 312, a Corte anulou títulos de propriedade incidentes no território do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e aplicou a tese do indigenato. Na Pet 3388, apresentou, como saída jurídica para o conflito, a tese do marco temporal e a vedação de reestudo e redimensionamento de terras já demarcadas.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica – 6: commodities e fatores locais de desmatamento

Entre os resultados financeiros da pecuária, em Apuí (Amazonas), está um investimento que resultará em aumento de pastagem, levando a aumento de desmatamento e à expansão da fronteira. Estudos apontam que os lucros dos fazendeiros são desproporcionais ao desenvolvimento da região e levanta questões como aumento de especulação imobiliária

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real

O preço favorável da carne bovina é outro incentivo importante que possibilita a expansão da fronteira pecuária em Apuí (Amazonas). Os retornos financeiros da produção de carne bovina em Apuí eram baixos ou negativos em períodos anteriores, e a especulação imobiliária explicava a atratividade da pecuária [1]. Estudos em outras partes da Amazônia brasileira em períodos anteriores também constataram que a pecuária em si (independentemente de ganhos especulativos e incentivos fiscais) gerava lucros muito marginais apenas para os grandes fazendeiros [2]. Os lucros dependiam fortemente de subsídios governamentais e ganhos especulativos [3, 4]. No presente estudo, os dados coletados em 2021 demonstram que os lucros da produção pecuária e da especulação imobiliária são altos e proporcionam retornos maiores e muito mais rápidos (com menor risco) do que outras oportunidades de investimento disponíveis. A alta rentabilidade da produção de carne bovina é um novo fator observado em Apuí.

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Partido da farda: número de candidatos policiais passa de 1,2 mil nestas eleições

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa

Por Dyepeson Martins, Agência Pública

Cabo, sargento, coronel. Se nos órgãos de segurança pública a função de cada integrante tem a hierarquia de poder seguida à risca, no processo eleitoral as denominações se misturam e disputam o mesmo espaço. Só neste ano, pelo menos 1.229 profissionais ligados a instituições policiais são candidatos às eleições de outubro, 5,99% do total de candidatos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual é pouco menor que o registrado nas eleições de 2022, quando houve 6,71% de candidaturas de policiais e pessoas ligadas às forças de segurança, refletindo a permanência de discursos punitivistas na política, conforme apurou a Agência Pública. 

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APIB participa da COP17 da Desertificação na Mongólia e leva perspectivas dos povos indígenas ao debate global

Na APIB

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) participará da 17ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que será realizada de 17 a 28 de agosto de 2026, em Ulan Bator, Mongólia. A organização levará ao debate internacional as perspectivas, demandas e propostas dos povos indígenas brasileiros para o enfrentamento da desertificação, da degradação da terra e da seca.

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MPF defende que fazenda penhorada em execução fiscal seja destinada à reforma agrária em Campos dos Goytacazes (RJ)

Medida permite recuperar créditos da União, ampliar o acesso à terra e contribuir para reduzir conflitos fundiários

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu, em manifestação à Justiça Federal, que a Fazenda Tabatinga, em Campos dos Goytacazes (RJ), seja transferida ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fins de reforma agrária. O imóvel pertence à Usina Sapucaia, que responde a uma execução fiscal movida pela União por dívida não paga.

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