Hesitação não ganha eleição

A atual dinâmica eleitoral não perdoa a passividade. E em meio a hiperconectividade, não posicionar-se é receita para derrota. Ações de campanha devem canalizar frustrações sociais concretas da população, como a proliferação de bets e abusos dos planos de saúde

Por Elizeu Josias de Souza, em Outras Palavras

A dinâmica eleitoral contemporânea não tolera a passividade. Em um cenário político hiper conectado e marcado pela disputa voraz pela atenção pública, a hesitação estratégica equivale à derrota. Para que uma grande força política assegure a condução dos rumos do país, é fundamental superar posturas puramente defensivas e assumir, com vigor e determinação, o controle irrestrito da narrativa pública. A comunicação partidária e eleitoral precisa passar por uma guinada radical: deve deixar de apenas reagir às pautas alheias para se tornar a força que pauta o debate nacional, mantendo a imprensa e a oposição em permanente estado de reação.

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O STF em meio a uma “batalha espiritual”

Tentativa de sacralizar Mendonça ameaça as instituições democráticas. Religião não pode valer como indício de culpa, tampouco como presunção de inocência. Democracia não requer negação da fé, mas exige que nenhuma doutrina reivindique o monopólio da justiça

Por Carmen Leitão, em Outras Palavras

Na manhã de 7 de setembro de 2026, antes do ato bolsonarista programado na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas participaram de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus. Tarcísio falou do púlpito; Flávio fez uma oração pela “nação”. O apóstolo Valdemiro Santiago exibiu aos fiéis um vídeo de André Mendonça, gravado em março, apresentando-o como mensagem para aquela ocasião. Na avenida, apareceram camisetas com as frases “Força, Mendonça!” e “Oramos por você!”.

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IA: Onde está a ameaça à humanidade? Por Reynaldo Aragon

Cresce o medo de superinteligências que se voltam contra quem as criou. Este risco hipotético esconde outro, real. Corporações estão se apoderando de conhecimentos suficientes para reorganizar as relações humanas. As sociedades precisam pará-las

Em Outras Palavras

Quando quem constrói começa a temer

Em 8 de setembro de 2026, Jacob Coxon deixou a Anthropic depois de quase três anos trabalhando na fronteira do desenvolvimento de inteligência artificial, primeiro na OpenAI e depois em uma das empresas que mais investem em alinhamento de sistemas avançados. Sua saída não foi motivada por salário, cargo ou disputa interna. Coxon afirmou que os principais laboratórios estavam correndo em direção a sistemas capazes de participar do próprio aperfeiçoamento e que, ao fazê-lo, estavam apostando com a vida de todos. A advertência poderia ser descartada como mais um episódio da cultura apocalíptica que há anos cerca o Vale do Silício, não fosse o fato de que pesquisadores que permaneceram dentro da própria Anthropic reconheceram publicamente que o problema é real.

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‘NAZA’, a máquina de matar de Israel em Gaza, exposta

Nosso novo filme mostra como o assassinato de civis palestinos perpetrado por Israel foi um ato deliberado e calculado, através dos depoimentos dos responsáveis.

por Yuval Abraham e Rachel Szor, publicado por Ctxt, em IHU

Nos últimos três anos, entrevistamos 24 soldados israelenses à noite, em telhados de Tel Aviv. Esses soldados desempenharam um papel ativo na ofensiva israelense contra Gaza. A maioria eram agentes de inteligência, trabalhando nos bastidores e participando remotamente do massacre de palestinos.

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‘Projeto Eliminação’: o plano de Israel para tornar a vida impossível para os palestinos na Cisjordânia

A organização israelense B’Tselem denuncia, em um novo relatório, o “projeto” que busca desmantelar a sociedade palestina nos territórios ocupados, que se acelerou desde a formação, em 2022, do governo ultradireitista de Benjamin Netanyahu.

por Francesca Cicardi, publicada por elDiario.es, em IHU

Desde ir ao trabalho ou à escola, receber tratamento médico ou outros serviços, até visitar familiares ou amigos e ter uma casa e um terreno para cultivar, tudo se tornou atividades complicadas e perigosas para os mais de 3 milhões de palestinos que vivem sob a ocupação israelense na Cisjordânia. Embora essa realidade não seja nova, ela se degenerou desde a formação do atual governo, no final de 2022, e, especialmente, a partir de 7 de outubro de 2023, quando começou o genocídio em Gaza, na sequência do ataque do grupo Hamas naquele dia.

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Candidatas cobram proteção frente às violências e ameaças que se espalham pelo Brasil

Vítimas de violência política de gênero denunciam a falta de investimento em estrutura de segurança para mulheres

Por Por Wanessa Celina, Ludmila Pizarro, em Agência Pública

Os órgãos que deveriam amparar as candidatas vítimas de violência política de gênero como a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal não estão preparados para enfrentar o problema, denuncia a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG), que disputa uma vaga a deputada federal nestas eleições. Ela é uma das mulheres candidatas que alertou ter recebido ameaças de morte e estupro nos primeiros dias de setembro.

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O campo democrático e a segurança pública. Desafios e perspectivas. Entrevista especial com Luiz Eduardo Soares e José Cláudio Alves

“A estrutura estatal não é só uma estrutura que foi corrompida. Ela própria é a estrutura dessa dimensão criminal”, alertam os pesquisadores

Por: Luana de Oliveira, em IHU

A segurança pública brasileira tem se tornado um grande fracasso no âmbito democrático. As políticas de segurança têm falhado e muito em meio a suas operações contra o crime, com práticas que mais assassinam do que recuperam pessoas, a partir da visão arcaica e genocida de que “bandido bom é bandido morto”. Em um cenário onde o crime organizado encontra-se diretamente ligado ao tráfico e às milícias, quem morre nesses confrontos são os jovens periféricos, vítimas de um sistema desigual, enquanto os que comandam e realmente lucram com tais práticas seguem suas vidas longe dali, fardados em suas políticas corruptas de morte.

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Um futuro digno depende do fim da bancada do agronegócio

O inimigo está na surdina, pronto para dar o bote: a bancada ruralista está em campo para manter sua hegemonia no Congresso e avançar com sua agenda de destruição da legislação ambiental

por Bruno Araujo, em ((oeco))

Enquanto os holofotes da imprensa e a atenção geral se voltam obsessivamente para a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, uma engrenagem muito mais silenciosa, e infinitamente mais devastadora, continua operando sem questionamentos nos corredores de Brasília. A fratura exposta do Brasil moderno não se resume à polarização das urnas. O verdadeiro desafio estrutural atende por outro nome: a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que ocupa 60% das cadeiras do parlamento brasileiro (345 dos 594 deputados e senadores).

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Grito dos Excluídos e Excluídas segue na teimosia e esperança em defesa da terra, moradia e direitos das mulheres

Manifestação também abordou a violência contra as mulheres, a soberania e a participação dos povos indígenas nas lutas sociais

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte I

Mais de duas mil pessoas se reuniram em Manaus, no dia 7 de setembro, para participar do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas. Realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o encontro promoveu debates e reivindicações em defesa da Terra, da paz e da moradia, das mulheres e da soberania nacional.

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MPF pede na Justiça cumprimento de ponto da sentença do Caso Favela Nova Brasília sobre letalidade policial

Órgão aponta que estado do RJ e União não comprovaram metas e políticas para reduzir violência policial, conforme determinado pela Corte IDH

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, pediu à Justiça Federal o avanço do processo de cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) no caso Favela Nova Brasília e a imediata concretização de plano de redução da letalidade policial no estado do Rio de Janeiro. Em manifestação apresentada à 26ª Vara Federal Cível, o MPF requer que a União e o estado comprovem, de forma detalhada, o cumprimento do Ponto Resolutivo nº 17 da decisão, que determina a adoção de medidas para que o Rio de Janeiro estabeleça metas e políticas de redução da letalidade e da violência policial.

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