Sociedades pré-coloniais sustentavam aldeias com até 2 mil habitantes cultivando milho em sistemas diversificados; consumo do cereal é comparável ao de populações maias ou andinas
Tabita Said, no Jornal da USP
Pela primeira vez, um estudo identificou uma “assinatura química” inequívoca do consumo intensivo de milho em populações brasileiras pré-coloniais. O sinal isotópico, baseado em variantes naturais de carbono, nitrogênio e oxigênio, foi encontrado em ossos e dentes humanos calibrados entre 1.055 e 333 anos antes do presente, localizados em sítios arqueológicos do Cerrado brasileiro – região historicamente marginalizada do ponto de vista ecológico e antropológico, em comparação com áreas como a Amazônia.
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