A atual dinâmica eleitoral não perdoa a passividade. E em meio a hiperconectividade, não posicionar-se é receita para derrota. Ações de campanha devem canalizar frustrações sociais concretas da população, como a proliferação de bets e abusos dos planos de saúde
Por Elizeu Josias de Souza, em Outras Palavras
A dinâmica eleitoral contemporânea não tolera a passividade. Em um cenário político hiper conectado e marcado pela disputa voraz pela atenção pública, a hesitação estratégica equivale à derrota. Para que uma grande força política assegure a condução dos rumos do país, é fundamental superar posturas puramente defensivas e assumir, com vigor e determinação, o controle irrestrito da narrativa pública. A comunicação partidária e eleitoral precisa passar por uma guinada radical: deve deixar de apenas reagir às pautas alheias para se tornar a força que pauta o debate nacional, mantendo a imprensa e a oposição em permanente estado de reação.
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