Pesquisa comprova danos à saúde mental de camponeses 10 anos após instalação de eólicas

Por Raíssa Ebrahim, no MZC

Dez anos após a instalação do primeiro empreendimento eólico do Brasil, em Caetés, no agreste de Pernambuco, a 240 quilômetros do Recife, o que se vê é uma comunidade, em sua maioria, em sofrimento psíquico. Uma nova pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) campus Garanhuns constatou que 68% dos camponeses que ali vivem sofrem com problemas de saúde que ultrapassam a condição do corpo, chegando ao adoecimento psicológico e desenvolvimento de transtornos mentais leves, com consequente aumento do uso de remédios psiquiátricos. Continue lendo “Pesquisa comprova danos à saúde mental de camponeses 10 anos após instalação de eólicas”

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‘A pesca está desassistida em todos os setores’

Presidente da associação da Ilha das Caieiras, em Vitória, cobra apoio e infraestrutura

Por Mariah Friedrich, Século Diário

Pescadores da Ilha das Caieiras, em Vitória, voltaram a cobrar políticas públicas voltadas à pesca artesanal e participação na elaboração e desenvolvimento de programas, em reunião com o subsecretário de Estado da Agricultura Familiar, Rogério Favoretti. “Temos políticas públicas, mas são poucas. É preciso que os governantes tenham um olhar mais atento e contato direto com a comunidade pesqueira, que é uma categoria sofrida e desvalorizada”, cobra o presidente da associação de pescadores do bairro, Wellington Júnior, conhecido como Juninho. Continue lendo “‘A pesca está desassistida em todos os setores’”

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Feminicídio: aumentar pena não diminui casos, mas custo é baixo e convence eleitor

Especialista em direito penal, Maíra Zapater defende políticas introduzidas por Lei Maria da Penha e aulas sobre gênero

Por Isabel Seta | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Maíra Cardoso Zapater se sente repetindo as respostas que deu em entrevistas de dez anos atrás. Como especialista em direito penal e em violência de gênero, a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi instada a falar em 2015, ano em que o Brasil inseriu em sua legislação o crime de feminicídio – quando uma mulher é assassinada por ser mulher. Já na época, Zapater alertava para o fato de que a tipificação desse crime poderia não ter efeito nas estatísticas de violência contra mulher. Continue lendo “Feminicídio: aumentar pena não diminui casos, mas custo é baixo e convence eleitor”

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Exploração de lítio no Jequitinhonha tem mais casas rachadas do que promessas cumpridas

Moradores preferem deixar a região a conviver com impactos da Sigma, que enfrenta dificuldades financeiras

Por Rafael Oliveira | Edição: Marina Amaral | Fotógrafo: José Cícero, Agência Pública

No Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, moradores de uma comunidade colada em uma mina de lítio, entre os municípios de Araçuaí e Itinga, temem que o teto caia sobre suas cabeças. Há semanas não se escuta o barulho da mineradora, mas a preocupação com as rachaduras das casas, causadas por anos de detonações, é maior do que o alívio momentâneo. Ninguém sabe o que vai acontecer daqui para frente. Continue lendo “Exploração de lítio no Jequitinhonha tem mais casas rachadas do que promessas cumpridas”

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Um olhar da Reforma Sanitária, a partir de São Paulo

Trabalho apresentado na USP resgata a construção do SUS no estado e o que veio antes dela. A articulação, que ia desde as bases das periferias das cidades a políticos de todos os espectros, foi essencial. O que podemos aprender com esse processo?

Por Gabriel Brito, Outra Saúde

Realizado na última sexta-feira (12), o seminário “História da Saúde em São Paulo: Instituições, Ideias e Atores” tinha como motivação divulgar um trabalho de resgate da construção do SUS no estado, liderado pelo médico sanitarista Nelson Ibañez, professor do departamento de Saúde Coletiva da Santa Casa de São Paulo em parceria com pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa. Continue lendo “Um olhar da Reforma Sanitária, a partir de São Paulo”

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Funai solicita apoio da PF para investigar emboscada no Pará

Vaqueiro a serviço do Ibama foi assassinado na TI Apyterewa

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, nesta terça-feira (16), que o assassinato do vaqueiro Marcos Antônio Pereira da Cruz que estava a serviço do instituto durante uma operação de desintrusão na Terra Indígena Apyterewa foi uma emboscada. Continue lendo “Funai solicita apoio da PF para investigar emboscada no Pará”

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Pode a esquerda ser governo e antissistema? Por Antonio Martins

Manifestações deste domingo abrem uma porta. Elas mostram que derrotar a ultradireita em 2026, e estar no Palácio do Planalto, precisa ser a chave para enfrentar a desigualdade e os privilégios – não a senha para se acomodar a eles

Em Outras Palavras

O que há apenas seis meses parecia uma miragem voltou a tornar-se realidade neste domingo, 14/12. Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em diversos pontos do país, convocadas por movimentos sociais e artistas próximos à esquerda para contestar decisões do Congresso Nacional em favor do poder econômico e dos privilégios da casta política. Aceito sem críticas até há pouco, o tabu segundo o qual as ruas estavam dominadas pelo bolsonarismo e não podiam pesar em favor de uma agenda de mudanças foi novamente desmentido pelos fatos. O alvo, agora, foi duplo. Por um lado, a tentativa — do Centrão e da ultradireita, unidos — de reduzir as penas dos golpistas de 2023, disfarçada pelo eufemismo de “mudança na dosimetria”. Por outro — e não menos importante —, o novo esforço do Parlamento por aprovar um “marco temporal” que bloqueia a demarcação de terras indígenas, em favor dos proprietários de terra. Continue lendo “Pode a esquerda ser governo e antissistema? Por Antonio Martins”

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Ruas, artistas, democracia: resposta a um Congresso capturado

Protestos em várias cidades contra o PL da Dosimetria revelam a força simbólica e política do engajamento cultural, a retomada das mobilizações de massa pela esquerda – e o isolamento de um Parlamento cada vez mais voltado à autoproteção e distante das demandas sociais

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Neste domingo (14), dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades do Brasil, nas capitais de estado e em municípios médios, para protestar contra o chamado PL da Dosimetria, que reduz penas para os condenados do 8 de Janeiro, com a intenção explícita de aliviar as punições para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos na trama golpista. Continue lendo “Ruas, artistas, democracia: resposta a um Congresso capturado”

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A pedagogia de guerra nas escolas cívico-militares

Já são centenas delas no Brasil. O currículo oculto: propagandear a militarização da sociedade como saída à indisciplina e aos baixos resultados nos índices escolares. Docilizar corpos periféricos. E ocultar as raízes estruturais das desigualdades

Por Ronaldo Queiroz de Morais*, em Outras Palavras

Destituído de ilusão, toda sociedade moderna arrasta algum grau importante de militarização. Afinal, o sonho militar de sociedade anunciado por Michel Foucault é, demasiadamente, moderno. Entretanto, o Brasil constitui-se como sociedade militarizada antes mesmo de tornar-se nação e de efetivar-se como Estado Moderno no sentido weberiano, ou seja, de estabelecer o monopólio da violência a partir de instituições militares realmente militarizadas. A independência brasileira manteve o sistema escravocrata no território nacional e, inexoravelmente, arremeteu a força das armas contra a população escravizada e empobrecida. Nessa perspectiva, é possível discorrer que a história do Brasil independente é a história da incessante descarga de endocolonização junto à população tradicionalmente oprimida. Continue lendo “A pedagogia de guerra nas escolas cívico-militares”

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Ato político demarca o enfrentamento a mineração predatória em Minas Gerais

Durante a atividade foi assinado o projeto de recuperação agroecológico do Rio Doce

Por Flora Villela, da Página do MST

Como parte do 34º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Minas Gerais, aconteceu na noite deste sábado (13), o Ato Político e Cultural Sem Anistia Para os Crimes da Mineração. O momento denunciou os crimes, ambientais e humanos, cometidos pelo setor minerário nas bacias do Rio Doce e Paraopeba. E marcou a assinatura do Projeto de Recuperação Econômica Agroecológica da Bacia do Rio Doce. Continue lendo “Ato político demarca o enfrentamento a mineração predatória em Minas Gerais”

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