O Brasil e o mundo também enfrentam o racismo ambiental

O Ambiente é o Meio entrevista Tania Pacheco, redatora do blog Combate Racismo Ambiental

Por Gabriel Soares e Giovanna Grepi, no Jornal da USP

O Ambiente É o Meio desta semana entrevista Tania Pacheco, redatora do blog Combate Racismo Ambiental, que está no ar desde 2009 e traz denúncias de injustiças sociais e ambientais que acontecem no Brasil. “Não dá pra ter uma perspectiva de transformar o mundo se essa perspectiva não engloba também a luta contra o racismo e para a igualdade de gêneros. Para mim, é fundamental”, afirma.

O conceito de racismo ambiental, explica Tania, nasceu quando rejeitos químicos danosos foram lançados em comunidades negras nos Estados Unidos da América, em 1980.  Assim, tem-se início uma mobilização com pessoas ligadas à igreja e às ciências. Como o reverendo e químico, Benjamim Chavis que utiliza pela primeira vez o termo.

De acordo com Tania, passa a existir a preocupação com a justiça ambiental durante a Conferência Nacional das Lideranças Ambientalistas de Cor, em 1991, também nos Estados Unidos. Essa luta ganha força ao usar o termo justiça ambiental e une as academias e as Organizações Não Governamentais (ONGs).

O blog coordenado por Tania, também é um grande fornecedor de dados para o Projeto Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. O mapa está disponível online desde 2010 e aponta os principais conflitos existentes no país. Segundo a redatora, são 571 conflitos e a maioria é relacionada ao racismo ambiental.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que na relação cidade/campos, 87% dos habitantes são da área urbana e 13% dos campos. E mais de 50% dos conflitos do mapa estão no meio rural.  Cerca de 36% dos conflitos misturam o urbano e o rural. “Temos como exemplo a usina de Belo Monte, que causa problemas para os povos indígenas, mas também para os habitantes da cidade”, revela.

Outro dado divulgado pela redatora é que 29% do mapa se refere aos indígenas sendo que eles representam apenas 0,04% da população, segundo o IBGE.

Ouça AQUI a entrevista.

Comments (1)

  1. Bom dia , me chamo Jorge Luís Reis de Oliveira tenho 56 anos , sou sobrinho bisneto de ANASTÁCIA . Minha mãe e meus avós visitavam muito ” tia Anastácia ”, pois era assim que minha familia chamava. Eu era muito criança não me lembro direito, mas meu irmão mais velho lembra melhor que eu. O pai de meu avô materno se chamava THOMAS DOS REIS e sua esposa GASPARINA SOUZA REIS,que me lembro muito bem dela que morreu com 104 anos , negra dos olhos azuis e sua irma que me esqueço do nome agora, bem branca mas com cabelo bem garapinha tambem com olhos bem azuis. Conta minha familia que elas foram criada na fazenda dos MÜLLER na Estância Grande localidade proximo ao quilombo.Mas o que quero informar que tem uma comunidade negra proximo ao centro de Viamão que são todos decendentes de ANASTÁCIA , inclusive tem uma rua com o nome da minha bisavó, BECO DA DONA GASPARINA. Pois bem, proximo a essa rua ha uma casinha de barro que era de uma sobrinha de ANASTÁCIA de apelido DINDINHA e morreu a poco tempo com 107 anos, e se não me engano essa casinha esta tombada pelo patrimonio histórico e nessa comunidade tem pessoas bem mais velhas que eu e com certeza pode contribuir com o histórico de ANASTÁCIA e se alguem se enteressar eu estaria a disposição e ficaria muito feliz em poder ajudar, para contar a história de minha familia.
    Estou a disposição no tel (51) 99943 1878.
    Grato Jorge Luís Reis de Oliveira

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