Aratikuty: novo ataque policial contra retomada Guarani e Kaiowá reforça a ideia do uso de força pública como segurança privada

A Aty Guasu vem denunciando a utilização da PM para fins privados há anos. Cinco indígenas foram presos e dois terminaram baleados

Cimi

Um novo ataque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul contra os Guarani e Kaiowá voltou a tensionar a disputa territorial no entorno da Reserva Indígena de Dourados. No último dia 19, em uma área sobreposta à retomada do tekoha – lugar onde se é – Aratikuty, cinco indígenas foram presos (leia mais abaixo) e dois foram atingidos por munição de impacto controlado, conforme o registro policial.

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O veneno atravessa a cerca e destrói roças em todo o Brasil

Levantamento do Joio localizou 67 processos envolvendo perdas de 55 tipos de cultivos e criações em 12 estados; demora nas perícias dificulta responsabilização de fazendeiros e usinas, enquanto agricultores familiares, povos indígenas e quilombolas são forçados a abandonar atividades produtivas

Por Julia Dolce, de O joio & O trigo | Mapa das Perdas Alimentares

“Mitã opyrõ hatã haguã ko yvyre” é uma reza repetida pelo povo indígena Avá-Guarani durante uma cerimônia importante para o seu nhanderekó, ou “modo de vida”: a apresentação de recém-nascidos para as roças. A frase pode ser traduzida como “para que possam as crianças pisar firmes nessa terra”. 

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Poranga Marandúa é o primeiro manual indígena do jornalismo brasileiro 

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – A prática do jornalismo produzido por indígenas brasileiros ganhou mais uma importante ferramenta de inclusão no país: o primeiro manual de redação “Poranga Marandúa”, que na língua Nheengatu – da família Tupi-Guarani e originária da Língua Geral – significa “boa notícia”. O jornalismo não vive só de “boas notícias”, mas com  o documento, os indígenas jornalistas querem evitar problemas recorrentes em diversos veículos da imprensa do país, como o uso dos termos “índio”, “tribo” e “selva”, e a repetição de pautas que apresentam os povos originários a partir da ótica do estereótipo e da extrema violência, sem o devido cuidado com a segurança de lideranças em denúncias as violações nos territórios.

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Condições degradantes nos trilhos: Disputa pelo direito de maquinistas usarem o banheiro na Estrada de Ferro Carajás chega ao STF

Justiça nos Trilhos

A rotina de condução dos comboios de minério de ferro na Estrada de Ferro Carajás (EFC), que conecta as minas de Carajás, no Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), expõe a face mais precarizada da logística da mineração no Brasil. Entre 18 e 20 trens partem diariamente transportando mais de 36 mil toneladas de minério em composições que chegam a 330 vagões e 3,5 quilômetros de extensão. No entanto, todo esse gigante de ferro é operado por apenas um trabalhador na cabine de comando: o regime de monocondução.

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Ofensiva imperialista amplia tensões globais e impõe novos desafios aos povos

Disputa pela hegemonia mundial intensifica conflitos, pressões econômicas e ameaças à soberania dos países

Por José Beniezio Eduardo de Carvalho da Silva, na CPT-BA

O cenário internacional é marcado por uma ofensiva cada vez mais agressiva do imperialismo diante da ascensão da China, do fortalecimento das resistências populares e da presença de governos que buscam algum grau de autonomia política e econômica. Esse movimento ocorre em um período de declínio prolongado da hegemonia dos Estados Unidos, que passam a utilizar diferentes instrumentos para conter o avanço chinês e impedir a consolidação de uma ordem mundial multipolar.

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ES: Quilombolas terão R$ 100,9 milhões para apoio a famílias atingidas pelo crime da Samarco

Comunidades no Sapê do Norte e Degredo vão acessar recursos

Por Mariah Friedrich, Século Diário

A reparação das comunidades quilombolas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), avança com a aprovação de R$ 100,9 milhões para projetos de apoio às famílias. A Resolução CRD nº 34, publicada nesta terça-feira (25), aprovou recursos destinados à Verba de Apoio Familiar (VAF) para as comunidades de Degredo, em Linhares, Sapê do Norte, território que abrange São Mateus e Conceição da Barra, também no norte do Estado, e Santa Efigênia, em Mariana, Minas Gerais. A medida é resultado do processo de consulta realizado nos territórios no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce.

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Democracia no SUS: por que apostar na cogestão

Sistema de saúde vive paradoxo. Há meios de participação de usuários e trabalhadores – mas concepções autoritárias e conservadoras de gestão esvaziam esses espaços. Contra o avanço fascista, urge dar novo fôlego a essas experiências

Por Liane Beatriz Righi e Gastão Wagner de Souza Campos, Outra Saúde

Investir na ampliação da democracia nas instituições que compõem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro segue sendo um grande (e importante) desafio.

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Escuta promovida pela Defensoria de SP e pela ActionAid leva relatos de comunidades brasileiras à ONU

Documento que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos cita contribuição construída com participantes de 24 unidades da Federação e defende a participação das comunidades desde a concepção dos projetos

Na DPESP

Relatos de comunidades brasileiras afetadas por projetos econômicos e ambientais passaram a integrar debate internacional sobre o direito ao desenvolvimento. Uma contribuição elaborada conjuntamente pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo e pela ActionAid Brasil, a partir da escuta de lideranças e pessoas de diferentes regiões do país, foi citada no relatório do Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito ao Desenvolvimento, Surya Deva. 

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MPF garante no TRF1 posse tradicional de 75 mil hectares para indígenas e anula títulos privados em Mato Grosso

Tribunal acolheu parecer do MPF e confirmou a validade da demarcação da Terra Indígena Kayabi, em Apiacás

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acolheu parecer do Ministério Público Federal (MPF) e negou o pedido de uma empresa agropecuária pela reintegração de posse de um imóvel de 75 mil hectares em Apiacás (MT), situado no interior da Terra Indígena Kayabi. A decisão unânime da Sexta Turma do tribunal manteve a validade da demarcação da área. Com o julgamento, fica consolidada a posse tradicional das comunidades Kayabi, Apiaká e Munduruku sobre o território.

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Justiça atende MPF e determina envio urgente da Força Nacional para conter invasão em terra indígena no Pará

Justiça dá 48 horas para envio de tropas à Terra Indígena Ituna-Itatá e barra aplicação de lei estadual que incentivava invasões

Procuradoria da República no Pará

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou, nesta quarta-feira (26), que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) enviem, no prazo de 48 horas, equipes da Força Nacional de Segurança Pública para conter uma invasão em massa na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará.

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