Mais de 15 mil famílias na capital paulista são beneficiadas após criação do Observatório das Comunidades pela Defensoria paulista

Em atuação desde outubro de 2025, o Observatório presta atendimento inicial coletivo para defesa do direito à moradia de comunidades vulnerabilizadas

Na DPESP

Desde outubro de 2025, mais de 15,4 mil famílias, moradoras de 76 comunidades em situação de vulnerabilidade, foram beneficiadas pelo Observatório das Comunidades, novo órgão da Defensoria Pública de São Paulo responsável pela defesa coletiva inicial do direito à moradia dessas coletividades na capital paulista.

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MPF discute questões ambientais e sociais em evento com comunidades tradicionais de Paraty (RJ)

Iniciativa Semana Verde abordou especulação imobiliária com ocupação irregular, pesca industrial predatória e empreendimentos sem licenciamento

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) participou da iniciativa Semana Verde em Patary (RJ), mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre as atividades, o MPF integrou a reunião “Grupo do Meio Ambiente Escuta”, voltada ao fortalecimento do diálogo com comunidades tradicionais da Costa Verde fluminense.

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Desastres hidrológicos expõem desigualdades em saúde no Brasil

Lívia Oliveira, na AFN

Enchentes, inundações e enxurradas já atingiram milhares de pessoas no Brasil, deixando perdas materiais, danos à infraestrutura e mortes. Um estudo que analisou desastres hidrológicos registrados no país entre 2000 e 2023, a partir de índices inéditos, mostra que as perdas humanas e os prejuízos à infraestrutura de saúde não se distribuem de forma uniforme no país, e seus impactos atingem com mais intensidade a Região Norte.

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O lulismo e os riscos de evitar os confrontos

Será mesmo verdade que o avanço da ultradireita nada tem a ver com a moderação excessiva do governo, e a frustração de suas bases? Uma análise político econômica dos governos de esquerda pós-2002 mostra que esta hipótese é no mínimo muito questionável

Por Guilherme Backes*, em Outras Palavras

Em artigo recentemente publicado, Edgar dos Anjos problematiza a possível relação causal entre a moderação reformista dos governos petistas e o fortalecimento da extrema direita no Brasil. Segundo ele, a principal explicação para o apelo popular do atual populismo de direita não encontra respaldo nas malogradas tentativas de conciliação dos Governos Lula e Dilma com as elites econômicas e políticas do País. A variável explicativa estaria, antes de tudo, na força reativa dessas elites contra quaisquer inflexões políticas que possam desencadear, ainda que timidamente, mudanças na estrutura social brasileira.

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Ensino noturno: como reinventar a escola pública?

Modalidade permitiu conciliar estudo e emprego, mas expôs precarização e criou o senso comum do “desinteresse escolar”. Sua crise ultrapassa limites do currículo. A escola do século XXI deve ir além de ampliar matrículas e reconstruir sentidos pertencimento

Por Roberto Rafael Dias da Silva*, em Outras Palavras

Poucos espaços educacionais revelam de forma tão explícita as contradições da democratização da educação brasileira quanto o ensino médio noturno. Historicamente associado às juventudes trabalhadoras, às trajetórias escolares interrompidas e às camadas populares urbanas, o noturno constituiu uma das principais estratégias de ampliação do acesso à escolarização no Brasil contemporâneo. Entretanto, sua expansão também tornou visíveis os limites de uma democratização frequentemente construída mais pela ampliação quantitativa das matrículas do que pela efetiva transformação das condições de permanência, aprendizagem e reconhecimento dos estudantes.

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Como costurar os fios da reforma psiquiátrica?

Há mesmo um “furo” no processo que transformou políticas de saúde mental no Brasil? Sem dúvida, é preciso reforçar a escuta às novas demandas da cidadania. Mas a aposta em reimaginar permanentemente o cuidado está no coração da luta antimanicomial

Por Cláudia Braga*, para sua coluna, em Outra Saúde

“A Reforma Psiquiátrica é processo político e social complexo, composto de atores, instituições e forças de diferentes origens, e que incide em territórios diversos, nos governos federal, estadual e municipal, nas universidades, no mercado dos serviços de saúde, nos conselhos profissionais, nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, e nos territórios do imaginário social e da opinião pública. Compreendida como um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o processo da Reforma Psiquiátrica avança, marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios” (Brasil, 2005).

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Uma “rendição humilhante”. Entrevista com José Luís Fiori

“Uma verdadeira guerra, com forte intervenção externa, sobretudo dos grandes grupos financeiros e tecnológicos de extrema-direita e associados à defesa dos EUA e de Israel. Porque apesar das sucessivas vitórias da extrema-direita na América do Sul, neste s últimos tempos, sempre com o apoio e a intervenção do governo Trump, e apesar de que todos estes novos governantes logo declarem seu apoio a Israel, a verdade é que todos eles individualmente são inteiramente irrelevantes, para a Grande Estratégia dos EUA e para as grandes disputas geopolíticas mundiais”

A entrevista com José Luís Fiori é de Eleonora de Lucena, da Tutaméia, em IHU.

José Luís Fiori é professor emérito da UFRJ e autor, entre outros livros, de O poder global e a nova geopolítica das nações (Boitempo).

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Diversidade e unidade entre o campo e a cidade marcam balanço da 23ª Jornada de Agroecologia

Evento aconteceu entre os dias 18 e 21 de junho, em Curitiba, e celebrou a diversidade e pluralidade da vida humana e da natureza

Da Página do MST

A 23ª Jornada de Agroecologia chegou ao fim neste domingo (21), em Curitiba (PR), consolidando-se mais uma vez como o maior encontro de agroecologia do Paraná e um dos maiores da América Latina. Durante quatro dias de intensa programação, o evento reuniu participantes de 24 estados brasileiros e de seis países: Venezuela, Paraguai, Colômbia, Argentina, França e Guatemala. A programação intensa trouxe debates, formação, atividades culturais, troca de experiências, feira e proposição de alternativas coletivas para superar a crise social e ambiental do presente.

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Copa da diáspora, dos encontros fugazes e das dificuldades de interação com a diferença. Entrevista especial com Arlei Damo

As críticas a esta edição da Copa do Mundo “sugerem a existência de movimentos políticos e pessoas preocupadas com outras questões que não só o futebol ou o lucro da copa, como é o caso da FIFA”, avalia o antropólogo

Por: Patricia Fachin, em IHU

O drama dos migrantes é um dos problemas civilizatórios centrais do século XXI. Associado a ele estão conflitos e instabilidades políticas e sociais, desigualdades econômicas, novos processos de colonização e mudanças demográficas e climáticas. Na Copa do Mundo, maior evento esportivo do planeta, a questão migratória é um dos dilemas sociais e antropológicos que chama atenção. “Trata-se da copa da diáspora, com 23% dos atletas representando países outros que não aqueles onde nasceram”, afirma Arlei Damo nesta entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU por e-mail.

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