por Luiza Toschi, em Abrasco
A manhã do último dia do 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente começou com a Grande Roda 5, “A Saúde é Coletiva: Agroecologia, Interculturalidade, Solidariedade e Emancipação Popular”, no Teatro Universitário da UFMT. A mesa reuniu lideranças indígenas, pesquisadoras da Fiocruz e militantes do movimento agroecológico para debater como a saúde coletiva e a agroecologia se articulam na resistência ao colapso ecológico. A coordenação ficou a cargo de Marla Kuhn, integrante do GT Saúde e Ambiente da Abrasco e membra da Comunidade que Sustenta a Agricultura Ecológica (CSA), e de Graciela Stornini de Almeida, conhecida como Gati, agricultora ecológica assentada da reforma agrária em Nova Santa Rita (RS), Presidenta da Associação de Produtores da Economia Solidária Contraponto e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ao apresentar a mesa, Graciela descreveu a chegada a Cuiabá: “fomos recebidas com uma placa enorme que diz: ‘Capital do Agronegócio’. Lá em casa a gente chama de agronecrócio, porque o agro para nós é morte”.
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