TRF-1 suspende reintegração de posse em área reivindicada pelos povos Akroá Gamella e Gueguê do Sangue no PI

Decisão considera possibilidade de sobreposição com territórios tradicionalmente ocupados e determina suspensão até julgamento de recurso da DPU

Cimi Nordeste

A desembargadora federal Rosana Noya Alves Weibel Kaufmann, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), suspendeu os efeitos de uma ordem de reintegração de posse que determinava a retirada de indígenas de uma área localizada no Loteamento Novo Paraíso, em Uruçuí, no Piauí. A decisão, assinada em 11 de setembro de 2026, atende parcialmente a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e mantém suspensa a medida até o julgamento do recurso.

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Encontro em Bogotá debate justiça climática e direitos dos povos indígenas; lideranças participam de intercâmbio

Lideranças indígenas e organizações da Amazônia, incluindo representantes indígenas e do Cimi, discutem justiça climática, direitos territoriais e financiamento ambiental

Cimi

O Seminário Internacional sobre Justiça Climática e Povos Amazônicos reuniu lideranças indígenas, pesquisadores e representantes de organizações da sociedade civil nos dias 15 e 16 de setembro, na Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. O encontro discutiu direitos humanos, financiamento climático e governança indígena, com participação de representantes do Brasil, da Colômbia e do Peru.

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Minerais críticos para quem? Uma leitura acerca da nova política mineral e a sua relação com a Consulta Prévia

Nova política mineral amplia incentivos a grandes empreendimentos e levanta questões sobre direitos territoriais, consulta prévia e impactos sobre povos e comunidades

Por Roberto Liebgott, no Cimi Regional Sul

A Lei nº 15.506 foi sancionada pelo presidente da República em 16 de setembro de 2026 e institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), sob o argumento da soberania nacional, da transição energética, do desenvolvimento tecnológico e da industrialização. Para isso, cria uma ampla estrutura de incentivos, financiamento e facilitação de empreendimentos voltados à pesquisa, à exploração, à transformação e à industrialização desses minerais. Mas uma pergunta precisa acompanhar a leitura da nova legislação: minerais estratégicos para quem? E a serviço de qual projeto de desenvolvimento?

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Cimi divulga posicionamento do Seminário Nacional de Formação e alerta para ameaças à democracia e aos direitos indígenas

Documento denuncia a interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro e convoca a sociedade a rejeitar, nas urnas, o projeto da extrema direita

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) tornou público o posicionamento aprovado durante o seu Seminário Nacional de Formação, realizado de 14 a 17 de setembro, em Luziânia (GO). Em meio ao contexto eleitoral, a organização afirma que se viu impelida, por sua missão em defesa da vida, a se manifestar diante das graves ameaças à soberania e à democracia, da violência que se reproduz nos territórios e dos contínuos e orquestrados ataques aos direitos dos Povos Indígenas.

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As mutações da Vale

O setor de mineração, no polo de alumínio, da bauxita à alumina, está se ‘desnacionalizando’ gradativamente, como relata Lúcio Flávio Pinto. Ele afirma que ‘tem sido uma mudança discreta e pouco debatida, sem uma visão de conjunto das atividades dessas multinacionais”. Leia o artigo.

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

A Mineração Rio do Norte foi o primeiro dos “grandes projetos” a entrar em operação na Amazônia, em 1979. Sete anos antes, a Alcan, multinacional canadense, que era a única proprietária do minério, decidiu suspender a implantação do projeto, alegando falta de atratividade no mercado mundial de bauxita. O governo brasileiro interveio e a – ainda estatal na época – Companhia Vale do Rio Doce assumiu o controle da empresa. Hoje, a MRN é a maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira principal no mundo.

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Mineradora ré por garimpo ilegal na Amazônia abasteceu indústria bélica dos EUA

White Solder, acusada de integrar esquema criminoso na TI Yanomami, forneceu estanho para empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos; Mineradora brasileira declarou compras de matéria-prima de áreas sem indícios de atividade minerária, aponta Greenpeace

Por Murilo Pajolla e Isabel Harari | Edição Poliana Dallabrida, em Repórter Brasil

UMA MINERADORA ré por suspeita de integrar um esquema de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, já exportou estanho a empresas norte-americanas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

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STF decide pelo fim do amianto no Brasil. “É a vitória das vítimas e entidades nesta luta de décadas”, diz Fernanda Giannasi

Por Tania Malheiros

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade de votos, decidiu nesta sexta-feira (18/9) pela inconstitucionalidade da Lei 20.514/2019 (Lei Caiado) que mantinha em funcionamento a mina de amianto da Sama/Eternit em Minaçu, Goiás. A produção do amianto, altamente cancerígeno, chega ao fim, depois de décadas de lutas e denúncias e processos na Justiça e um incontável número de mortes e doentes. A decisão determina o fechamento da mina. 

“Acabou o nosso sofrimento. É a vitória da luta aguerrida e resiliente das vítimas do amianto e das entidades unidas por esta causa”, comentou a auditora fiscal e engenheira de Segurança do Trabalho civil Fernanda Giannasi, uma das fundadoras da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), que recebeu vários prêmios como o “Faz a Diferença”, do jornal O Globo, em 2017. 

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Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil

Por Shin Suzuki, da BBC News Brasil em São Paulo

Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam holofotes em junho quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou “a qualidade” do voto das mulheres.

A declaração de Figueiredo está longe de ser isolada. Nas redes sociais, circulam programas inteiros e “cortes” de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas e comentários ao exibir frases como “o voto feminino é o erro da democracia ocidental”. Outros trechos responsabilizam o sufrágio feminino por problemas da sociedade e pelas dificuldades da vida do homem moderno.

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Marca de tênis cancela campanha com fotos que lembravam a Ku Klux Kan e os corpos negros enforcados nas árvores nos EUA

Tania Pacheco

Protestos internacionais levaram a empresa Converse, da All Star, a cancelar uma (ou duas?) campanha nas quais as fotos de modelos com seus tênis lembravam a Ku Klux Kan e, mais que ela, linchamentos da população negra estadunidense cujos corpos eram posteriormente pendurados em árvores. Corpos que eram deixados para apodrecer, como “frutas estranhas”*.

Na campanha internacional, cuja principal foto pode ser vista acima, a imagem mostra apenas a parte inferior do corpo da modelo Karina, e a iluminação cria um triângulo que desce da saia branca até seus pés calçados, reproduzindo uma imagem que lembra o capuz pontudo descendo sobre a veste branca dos membros da KKK. Como se isso não bastasse, na lateral, o braço da modelo, escurecido, segura um outro par de tênis, esse pendurado, formando o que poderia ser a perna e os pés de um corpo enforcado.

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Precisamos voltar às bases. Por Luiz Fernando Horta

Quem abandonou o PT não foi o pobre — fiel por 23 anos —, mas a classe média que o partido criou, espremeu entre a Selic e o medo, e entregou ao fascismo que lhe devolveu a distinção

No A Terra é Redonda

Em 23 de outubro de 2018, nos Arcos da Lapa, com Chico Buarque e Caetano Veloso no palco e Fernando Haddad a cinco dias de perder a eleição, Mano Brown pegou o microfone e disse o que ninguém ali queria ouvir: “Se nós somos o Partido dos Trabalhadores, o partido do povo, nós temos que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta para a base e vai procurar saber.”

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