No empate técnico entre dois candidatos com rejeição acima de 45%, a eleição será decidida por uma parcela ínfima da população — e para conquistá-la não bastará olhar para trás, será preciso que a campanha ouse pautas concretas que rompam a lógica defensiva
“Das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda” (Sabedoria popular chinesa).
“Não importa o tamanho da montanha, ela não pode tapar o sol” (Sabedoria popular portuguesa).
“É pelo rastro que se conhece o tamanho da onça” (Sabedoria popular brasileira).
Em A Terra é Redonda
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Não é ainda possível uma previsão das eleições presidenciais de 2026. A incerteza é muito grande por, pelo menos cinco razões: (a) embora a disputa esteja concentrada somente entre dois candidatos, estamos a mais de seis meses de distância, e a série de pesquisas disponíveis é muito insuficiente diante de um empate técnico nos limites da margem de erro, no contexto de estabilidade de taxas de rejeição muito elevadas de ambos, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro acima de 45%, sinalizando que, provavelmente, será uma parcela pequena, inferior a 10% da população, que decidirá o pleito[i].
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