Juíza intima União e Estados sobre incêndios na Amazônia

A decisão fixou prazo de dez dias para que os réus esclareçam seus planos e para apurar eventual omissão ou recusa de ajuda. O processo ocorre em meio à desinformação divulgada pelo comandante dos Bombeiros do Amazonas, que acusou o governo Lula de negar apoio. Órgãos federais desmentiram a declaração e revelaram que o próprio governo estadual dispensou o auxílio federal oferecido. Em sobrevoo na região, ministros constataram que os incêndios são criminosos e têm origem direta em áreas preservadas da floresta

Por Kátia Brasil, da Amazônia Real

A juíza Mara Elisa Andrade, da  7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da SJAM (Seção Judiciária do Amazonas), atendendo a uma ação popular ambiental de litigância climática, tornou réus a União, o Ibama, o Amazonas, o Ipaam, além do Pará, e determinou explicações, no prazo de dez dias, sobre quais planos, medidas, equipes e recursos orçamentários e estruturas estão usando para combater os incêndios e as queimadas, no ano de 2026, na floresta amazônica dos dois estados.

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Ricardo Galvão: Cientista que virou alvo de Bolsonaro teme ‘ruindade ambiental’ se Flávio for eleito

Ricardo Galvão critica o negacionismo climático do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que já disse não acreditar no aquecimento global, e avalia que o Congresso ficou ainda mais ruralista e dará respaldo à ‘ruindade ambiental’ em um eventual governo de extrema direita

Por Daniel Camargos, do Repórter Brasil

SE VENCER O SEGUNDO TURNO, Flávio Bolsonaro (PL) terá mais apoio no Congresso para promover retrocessos ambientais do que seu pai teve na Presidência, avalia Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). 

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A Extrema Direita, os Povos Indígenas e o Congresso Nacional. Por Deborah Duprat

Em artigo, Deborah Duprat, advogada e subprocuradora-geral da República aposentada, destaca como o bolsonarismo fez do Congresso Nacional a principal frente de ataque aos direitos indígenas e por que esse cenário poderá se agravar na legislatura eleita

Por Deborah Duprat*, no Cimi

I – Introdução

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criou uma plataforma para monitorar e analisar a atuação do Congresso Nacional em questões que afetam os direitos dos povos indígenas. A plataforma recebeu a designação “Congresso Anti-Indígena” a partir de alguns dados evidentes por si sós: desde o processo constituinte de 1987 até os dias atuais, tramitaram pelo Congresso Nacional 525 proposições legislativas sobre povos indígenas, sendo 54,9% contrárias aos seus direitos; dos 957 parlamentares que participaram de votações sobre o tema, 70,6% assumiram oposição a direitos indígenas.

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Após ameaças a estudantes em atos políticos, MPF cobra explicações de universidades

Órgão quer saber quais medidas de proteção foram adotadas após denúncias que incluem planos de incendiar a UFF e esfaquear liderança estudantil da UFRJ

Por Ancelmo Gois e Fernanda Pontes, em O Globo

Após ataques e ameaças a universidades públicas, como os registrados na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, o Ministério Público Federal (MPF) vai cobrar explicações das instituições federais de ensino sobre as medidas adotadas para proteger estudantes e professores. As denúncias da UFF foram encaminhadas à Polícia Federal (PF) após ameaças feitas pela nas redes sociais contra alunos e instalações da universidade.

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Piketty: o Brasil precisa vencer

Seria trágico sucumbir ao bolsonarismo, quando Trump se fragiliza. País e Lula podem ter grande papel na luta para mudar o sistema financeiro global. Mas sem enfrentar o rentismo e a injustiça tributária, governo sempre estará de mãos atadas

Por Thiago Gama, Outras Palavras

Thomas Piketty defendeu a tese de doutorado aos vinte e dois anos e foi dar aula no Massachusetts Institute of Technology, de onde voltou à França convencido de que a economia estadunidense sabia muito de modelos e quase nada de história. Desde 2000 é diretor de estudos na École des hautes études en sciences sociales. Ajudou a fundar a Paris School of Economics, dirigiu a escola entre 2005 e 2007, leciona ali até hoje e passou pela London School of Economics como Visiting Centennial Professor. Ao lado de Lucas Chancel, Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, codirige o World Inequality Lab e a World Inequality Database, o laboratório que reconstruiu, país por país e século por século, para onde foi o dinheiro do mundo. O capital no século XXI vendeu dois milhões e meio de exemplares em quarenta línguas. Vieram depois Capital e ideologia, Uma breve história da igualdade, Une histoire du conflit politique, escrito com Julia Cagé, e Nature, culture et inégalités. Em junho deste ano o laboratório lançou em Paris o Global Justice Report, que apresenta ao mundo uma estratégia para ser alcançada até 2100 com teto de 1,8 grau para o aquecimento global e rendas convergentes, financiada por um imposto global sobre as grandes fortunas.

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Hegemonia política democrática exige vigilância e ação continua. Por Cândido Grzybowski

Em Sentidos e Rumos

Não podemos ter dúvidas que precisamos e podemos ganhar com Lula no segundo turno, no domingo próximo, dia 25 de outubro. Não vamos entrar numa aspiral destrutiva de direitos  e políticas democráticas que conquistamos ao derrotar a ditadura militar e fomos ampliando com o ciclo dos governos do PT. Democracia se pratica reconhecendo direitos iguais para todos, sempre com mais e mais participação e compartilhamento, além de vigilância permanente. Felizmente, tomamos consciência do perigo que está implantado entre nós e que não esconde seu autoritarismo destrutivo de gente, abertamente afirmado, com submissão da nossa soberania democrática  e  nosso destino como povo e nação, assim como o cuidado da integridade de  nosso bem comum natural, que nos cabe zelar para compartir entre todas e todos brasileiros.[i]

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IA da Meta bloqueia cartaz de Lula com número 13, mas gera imagens de Flávio Bolsonaro

Teste no WhatsApp mostra que a ferramenta recusou pedidos com o nome do presidente e o número do PT. A empresa já negou favorecimento ao candidato do PL

Por Vinícius Nunes, Carta Capital

A inteligência artificial da Meta, integrada ao WhatsApp, recusou a criação de cartazes com o nome do presidente Lula (PT) e o número 13, mas gerou imagens para Flávio Bolsonaro (PL), com o número 22, e para Augusto Cury (Avante), com o número 70. O comportamento foi registrado em testes realizados pela reportagem nesta quarta-feira 14.

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No meio do caminho tinha uma norma – o que explica mortes causadas por policiais da Bahia

Instrução normativa de 2019 dificultou investigação de policiais militares; estado é onde as polícias mais matam

Por Rafael Custódio | Edição: Ana Magalhães, Agência Pública

No Carnaval de Salvador deste ano, Itamar de Assis da Cruz subiu ao trio elétrico do Samba Curuzu City como todos os anos. Aos 59 anos, ele reverenciava tanto a simbologia da festa quanto o bloco, os músicos, o repertório e o público alvoroçado na rua. Quando a banda começou a tocar Na Areia de Itapuã, uma canção autoral que fala sobre uma paixão platônica por Iemanjá, Itamar quase desmaiou. A música lhe trouxe memórias do irmão mais novo, Ivonei de Assis da Cruz, que seis meses antes fora morto por policiais militares no Curuzu, bairro da periferia da capital baiana. Ele tinha 42 anos.

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Eleições 2026: o desafio é superar o neoliberalismo para salvaguardar a civilidade. Entrevista especial com Juarez Rocha Guimarães

Para o professor e pesquisador uma das principais dificuldades da esquerda é ser capaz de dialogar com os desejos e aspirações de um futuro melhor para uma parcela importante da população

No IHU

A imprensa, sobretudo a tradicional, como mediadora da realidade, há alguns anos normalizou o absurdo, na medida em que produz falsas simetrias quando se trata de analisar candidatos de diferentes espectros políticos. Com isso, falseia os fatos, na medida em que não dá a ver as nuances, funcionando mais à lógica algorítmica, que como uma espécie de “quarto poder”. “Estamos diante da brutal normalização de uma candidatura da extrema-direita. Na ciência política internacional, diferencia-se uma candidatura de extrema-direita de uma candidatura de direita que concorre no interior da democracia. A candidatura de extrema-direita, como é a de Flávio Bolsonaro, se organiza contra a própria continuidade da democracia”, recorda o professor e pesquisador Juarez Rocha Guimarães, em entrevista por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Trabalho e saúde em momento decisivo

Há democracia no local de trabalho? País registra 1,2 mil denúncias de patrões promovendo assédio eleitoral contra empregados. Fim da escala 6×1, a ser votado hoje, e implementação da NR-1 são caminhos para virar o jogo a favor de quem trabalha

Por Bruno Chapadeiro Ribeiro, Outra Saúde

“Blz. Obrigado. Deixa o pau torar. O crime compensa.”

A resposta, enviada por e-mail ao Ministério Público do Trabalho – MPT, é da CP Locações & Transportes, de Belo Horizonte. O MPT havia recomendado que a empresa parasse de prometer folga aos empregados caso determinado candidato vencesse no primeiro turno. Vieram a ação civil pública e uma liminar da Justiça do Trabalho com multa de R$ 30 mil, como noticiou o Metrópoles. O MPT pede ainda R$ 150 mil por dano moral coletivo.

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