Desocupação da reitoria da USP com bombas e cassetes revela o modus operandi das instituições: criminalizar aqueles que lutam contra o desmonte. E tentar convencer a sociedade de que o “patrimônio” vem antes da defesa do ensino público de qualidade
Por Katya Braghini*, em Outras Palavras
Sobre a ocupação das escolas na capital, em 2015, ativamos um grupo de autores para em 72 horas apresentar uma versão do estava acontecendo nas escolas. Naquele momento, havia uma quantidade de críticas aos estudantes, inclusive, por parte da imprensa, chamando-os de “enganados” ou “vagabundos”. Era “maus estudantes”. Em outra oportunidade, enaltecemos os estudantes, que somada aos movimentos culturais, são produtores de inovações pedagógicas, muitas vezes, invisibilizadas, pelos discursos hegemônicos abraçados às causas das big techs e corporações financeiras aliadas de fundações e institutos que pregam pela “boa educação” à sua maneira. Simplesmente apagam que a comunidade escolar e os seus territórios também inventam “inovações pedagógicas”.
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