Opy, a Casa da Vida Guarani

Por Thereza Dantas, em Combate Racismo Ambiental

Dias 5 e 6 de janeiro de 2016 foram de festa na aldeia Itaxim Paraty Mirim Guarani Mbya, localizada no município de Paraty (RJ).  Durante dois dias parentes das aldeias Araponga (Paraty, RJ), Bela Vista (Ubatuba, SP), Sapukai (Angra dos Reis, RJ), Maracanã (Rio de Janeiro, RJ), Ponte Pequena (Paraty, RJ) Boa Esperança e Três Palmeiras (Aracruz, ES) comemoraram os 20 anos da homologação da terra indígena de Paraty Mirim e a inauguração da Casa de Reza, a Opy.

É inegável a importância da demarcação da terra indígena, mas para os guaranis a Opy é o local sagrado na vida da comunidade. Segundo a pesquisadora do Projeto Sagrado Brasileiro, Papiõn Cristiane Karipuna, é na Opy que “a criança ganha nome no batizado, onde as sementes dos primeiros milhos estão aguardando um novo plantio, é o local mais apropriado para fumar seu petygua (cachimbo). É o local aonde as reuniões acontecem, os noivos são aconselhados e as brigas acabam”. Continue lendo “Opy, a Casa da Vida Guarani”

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A morte de Antônio Pompêo e o racismo nosso de cada dia

No Facebook, Zezé Motta afirmou que o amigo foi vencido pela tristeza. Na rede social, a terça-feira também foi marcada por relatos de preconceito

Por Marcelo Pinheiro, em Brasileiros

Foi encontrado morto ontem, 5.1, em seu apartamento em Guratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, aos 62 anos, o ator Antônio Pompêo. A causa da morte ainda não foi constatada pelos peritos do Instituto Médico Legal, mas vizinhos supõem que o ator perdeu a vida no domingo, 3.1. Continue lendo “A morte de Antônio Pompêo e o racismo nosso de cada dia”

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Você sabe de onde vêm os minérios necessários para fabricação dos smartphones?

National Geographic, em Conhecimento Científico

O tempo todo estamos utilizando smartphones e notebooks. Por meio desses aparelhos, temos quase sempre a “falsa” sensação de que estamos, de fato, conectados com o mundo. Seja porque temos um amigo na europa, ou um contato no oriente, fica parecendo que, de fato, o mundo é global para todos.

Mas, será que você saberia dizer alguma coisa sobre a vida das pessoas que trabalham na extração de minérios que são necessários para se fabricar nossa tecnologia de cada dia? Ou desse smatphone que você utilizou hoje em algum momento do dia. Continue lendo “Você sabe de onde vêm os minérios necessários para fabricação dos smartphones?”

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Sem Terra reocupam latifúndio improdutivo na Bahia

Com a ocupação, os trabalhadores denunciam, perante a sociedade e aos órgãos públicos, que o latifundiário possui várias fazendas no município que não cumprem sua função social.

Do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia, na Página do MST

Na madrugada dessa quarta-feira (07), cerca de 100 famílias Sem Terra reocuparam a Fazenda Planície, com 600 hectares, de José Afonso dos Santos, em Itanhém, no Extremo Sul da Bahia.

Com a ocupação, os trabalhadores denunciam, perante a sociedade e aos órgãos públicos, que o latifundiário possui várias fazendas no município que não cumprem sua função social.  Continue lendo “Sem Terra reocupam latifúndio improdutivo na Bahia”

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O que deu errado? (II), por Alberto Dines

Em Observatório da Imprensa

Utopia, ilusão. Fabricada pela confluência da teologia, filosofia e a filologia, uma das poucas palavras com certidão de idade, genealogia e validade completa neste novo ano, exatos 500 anos de existência, meio milênio de sonhos e acalantos.

Expulso do Éden segundo a narrativa bíblica, o homem atravessou os demais relatos — dos mesopotâmicos aos gregos, romanos e medievais — buscando e jamais reencontrando o paraíso perdido, jardim desperdiçado. Se a modernidade foi efetivamente fabricada pelo humanismo renascentista, o conceito de utopia é uma das suas mais fascinantes elaborações. Continue lendo “O que deu errado? (II), por Alberto Dines”

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Carta aos jornais que descobriram, com atraso, a degola de um bebê indígena. Por Alceu Castilho

“Querida Grande Imprensa, eu queria lembrá-la de outras pautas indígenas esquecidas; crianças mortas, povos confinados, apartheid; nunca será tarde”

Por Alceu Luís Castilho – Outras Palavras

Querida Grande Imprensa,

Vejo que, finalmente, você percebeu que um bebê de 2 anos foi degolado em Santa Catarina. O Estadão até publicou um texto, nesta quinta-feira, lá nos confins de uma página interna, três dias após a jornalista Eliane Brum acabar de escancarar o caso, em sua coluna no El País Brasil – e uma semana após identificarmos, na mídia contra-hegemônica, a omissão dos grandes jornais. Expus essa angústia, no dia 31 de dezembro: Eu, leitor, à espera de notícias sobre um bebê indígena assassinado. Pena que O Globo não deu as matérias do G1 na edição impressa. A Folha a gente segue aguardando. Continue lendo “Carta aos jornais que descobriram, com atraso, a degola de um bebê indígena. Por Alceu Castilho”

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Na capital da soja, assentados driblam uso de agrotóxicos e investem na produção orgânica

Entre os motivos para o fortalecimento desta atuação no último ano, está a busca de um novo modelo de produção e a localização dos assentamentos

Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST

O incentivo à produção de alimentos saudáveis, sem o uso de venenos e agroquímicos, integrou as principais ações desenvolvidas por meio do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no ano de 2015 no município de Tupanciretã, na região Central do Rio Grande do Sul. Continue lendo “Na capital da soja, assentados driblam uso de agrotóxicos e investem na produção orgânica”

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Vítor: A mente perturbada do acusado pela morte do indiozinho. Por Renan Antunes de Oliveira, de Imbituba

Nota: Fiquei em dúvida quanto a postar esta matéria, ante a hipótese de que pudesse servir para ‘desculpar’ o acusado pelo assassínio de Vítor. Mas, como acertadamente comentou Lara Schneider, que a enviou, para além da brutalidade da morte do menino, ela aponta uma sociedade doente, ensandecida. É mais que tempo de refletirmos sobre em quê estamos nos transformando. (TP).   

No Diário do Centro do Mundo

A polícia de Santa Catarina prendeu Matheus de Ávila Silveira, acusado de matar o indiozinho kaingang Vítor Pinto na rodoviária de Imbituba, no sul de Santa Catarina. Ele é um desempregado de 23 anos, paciente de um posto de saúde municipal. Não conseguia ficha para psiquiatra e relaxava na medicação. Continue lendo “Vítor: A mente perturbada do acusado pela morte do indiozinho. Por Renan Antunes de Oliveira, de Imbituba”

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Justiça determina saída de índios de Paranapuã

Funai vai recorrer da decisão; índios programam protesto para amanhã no Centro de São Vicente

por Daniela Origuela – Diario do Litoral

A Justiça Federal determinou a reintegração de posse de área onde há quase 12 anos foi formada a aldeia Paranapuã, no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente. Um pouco mais de 80 índios guaranis Mbyas ocupam o local, que pertence ao Governo do Estado. A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai recorrer da decisão, por meio da Advocacia Geral da União (AGU). Amanhã (8), os indígenas programaram uma manifestação, às 16 horas, na Praça Coronel Lopes (Praça do Correio), no Centro.  Continue lendo “Justiça determina saída de índios de Paranapuã”

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Gestão compartilhada do Paraíba do Sul: uma alternativa à crise hídrica. Entrevista especial com José Galizia Tundisi

“Não haverá risco de racionamento ou falta de água se as medidas históricas de precipitação voltarem ao normal, o que já está acontecendo neste verão. Entretanto, o controle e a redução do uso múltiplo devem continuar para evitar surpresas e problemas”, afirma o pesquisador

por Patricia Fachin – IHU On-Line

O acordo entre a União e os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais para a gestão compartilhada da Bacia do Paraíba do Sul pode ser visto como um “avanço institucional muito importante e significativo do ponto de vista institucional e político”, porque ele representa “o reconhecimento da capacidade de interação entre três estados com uma população de quase 80 milhões de habitantes, e que tem nas bases de sua economia a sustentabilidade dada pela água”, avalia José Galizia Tundisi na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail. O acordo foi homologado no Supremo Tribunal Federal – STF, no dia 10 de dezembro do ano passado, e prevê que o estado de São Paulo faça a transposição do Rio Paraíba do Sul, localizado entre os três estados, para recompor o Sistema Cantareira. Continue lendo “Gestão compartilhada do Paraíba do Sul: uma alternativa à crise hídrica. Entrevista especial com José Galizia Tundisi”

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