Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo
Judith Butler (Cleveland, Ohio, 1956) entra no saguão do hotel após uma longa caminhada matinal por Barcelona, cidade que visita com frequência e onde acaba de receber um doutorado honoris causa da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). “O mundo é muito confuso, mas caminhar clareia a mente”, afirma. Uma das principais vozes da teoria feminista e da filosofia pós-materialista, Butler confessa que tem dificuldade em ser otimista. “Sou otimista por necessidade, embora seja verdade que não se deve abandonar a esperança nem deixar a realidade ter a última palavra”, declara, enquanto pondera sobre o que beber durante a entrevista ao elDiario.es.
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