Por Lara Schneider
Ontem, no mercado, conheci um senhor: chapéu de palhinha, negro, rosto comum, pessoa comum, com história não tão comum assim… Enquanto a gente estava na fila, começamos a conversar (e eu achei que iria cair naquela conversa do tempo, do calor… aquelas conversas impessoais com verniz de civilidade). Mas, não.
Ele me falou que estava vendendo a casa dele, e narrou toda a luta que foi a construção dessa casa, que fica em bairro pobre, periférico, que fica junto a um monte de outras casas que misturaram cimento, sonho e suor. Quem acha que casa sai se erguendo sozinha, nunca viu a luta que isso significa… E ele seguiu dizendo do quanto gostava, desde sempre, de colocar a cadeira dele na calçada e tomar a ‘fresca’ até umas onze da noite… e falou do quanto a mulher dele era ‘amigueira’ e de como eram solidários os vizinhos dele. Continue lendo “Não precisava…”







