Cérebro da repressão na ditadura não poupava crianças e apreciava comandar violações de mulheres. Foi essa ferida do passado que Jair Bolsonaro reabriu com seu voto no último domingo
Carla Jiménez, El País Brasil
Adriano Diogo acabava de sair do banho quando seu apartamento, em São Paulo, foi invadido por militares com metralhadoras. Era março de 1973, auge de ditadura. Diogo só teve tempo de vestir uma cueca e assim foi levado pelos agentes. Encapuzado, o colocaram dentro de um carro e fizeram-no segurar nas mãos o que ele deduziu ser uma bomba. Chegando ao destino, atravessou um corredor polonês, onde apanhou de guardas enfileirados até chegar em alguém que começou a lhe bater com uma metralhadora: “Você é amigo do Minhoca [apelido de Alexandre Vanuchi, amigo de Diogo], acabei de mandar ele para a Vanguarda Popular celestial e é pra lá que vou te mandar também, seu filho da puta”, gritava seu algoz. Continue lendo “Um retrato do torturador comandante Brilhante Ustra, segundo as suas vítimas”










